Para pensar a cultura na periferia do capitalismo / Thinking culture on the periphery of capitalism

Paula Kropf

Resumo


O presente texto procura discutir relações entre cultura e forma social. Para tal percurso, buscamos abordar a seguinte questão: a cultura, como prática social - tomando a compreensão do marxista britânico Raymond Williams - pode ser configurada como um elemento anti-barbárie na periferia do capitalismo, conforme debate Schwarz (1999). A compreensão das relações sociais, aqui, se encontra angulada pela tonalidade destrutiva inerente à lógica capitalista, que caminha em direção a um estado de regressão acentuado sem precedentes. Trata-se de um sistema centrado na produção de mercadorias que contém a sua dissolução por meio da violência. É possível o cultivo das potencialidades humanas quando estamos amalgamados e movidos por algo – a valorização do valor – que é contraditória às tendências de emancipação?

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